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Montemuro
Nas primeiras décadas do séc. XX, o Doutor Amorim Girão, professor no curso de Geografia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, referia que a Serra do Montemuro era uma das mais desconhecidas de Portugal.
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Quase um século passado, o Montemuro continua a ostentar esse epíteto, apesar das modernas vias de comunicação que servem esta montanha e da sua proximidade a locais tão importantes como, por exemplo, a área do Rio Douro, classificada como Património da Humanidade.
Com uma altura máxima de 1380 metros, são muitas as zonas praticamente selvagens da serra e às quais só é possível aceder usando veículos TT ou a pé.
É precisamente nestes locais que toda a beleza da serra pode ser admirada, com as suas fragas e vales profundos emparedados por blocos monumentais de granito, percorridos por ribeiros que vão, sucessivamente, formando cascatas e pequenas quedas de água. Locais mágicos, habitados por lebres, lobos e águias que fazem deste território a sua casa, deixando fotografar-se pelos visitantes mais cautelosos.
Não se estranha que a Serra do Montemuro comece a ser descoberta, não só pelos amantes da natureza e da fotografia, como também pelos praticantes de actividades mais ou menos radicais. A zona oferece condições únicas de convívio com o meio natural em estado praticamente selvagem.
Desde o rappel à escalada são várias as actividades com cordas que podem ser praticadas em locais que a natureza parece ter preparado especificamente com esse objectivo.
Ocupada há milénios, a serra foi ganhando trilhos de passagem que hoje são apenas utilizados pelos pastores e respectivos rebanhos. Esses trilhos são óptimas pistas para a prática de BTT, sendo vários os tracks para GPS disponíveis em fóruns da especialidade na Internet.
Sozinho ou em grupo, recorrendo a empresas especializadas ou vindo por sua conta e risco, verá que a Serra do Montemuro tem muito para descobrir e oferecer a quem nela se aventura.
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